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Manu Le Prince – BIOGRAFIA
Descrita pela France Info como "uma das mais belas vozes do Latin Jazz da França", Manu Le Prince consolidou-se, ao longo dos anos, como uma artista sem fronteiras. Dona de uma voz de timbre quente e sensual, cantora, compositora e intérprete, imprime sua personalidade aos grandes clássicos do jazz, conferindo-lhes uma nova dimensão. Brasileira de coração e de origem anglo-argentina, Manu divide sua vida há mais de vinte anos entre Paris e Rio de Janeiro, unindo naturalmente o jazz que marcou sua infância à música brasileira e às sonoridades étnicas. O resultado é uma trajetória artística rica, colorida e profundamente mestiça. ![]() Integrante de grupos como Tangerine, Magma, Odeurs, Urban Sax e Boto e Novos Tempos, Manu também construiu uma sólida carreira solo, com oito álbuns lançados em seu próprio nome.
Primeiros anos
O jazz faz parte da vida de Manu desde a infância. Sua mãe inglesa a embalava cantando Cheek to Cheek e enchia a casa com o som do piano. Cantar sempre foi algo natural para ela.
Aos 19 anos, fez sua estreia profissional em Londres.
De volta à França, estabeleceu-se no sul do país e passou a integrar diversas formações importantes. Participou de turnês e apresentações no Olympia com o grupo Odeurs, excursionou com Magma, de Christian Vander, foi soprano solo do Urban Sax — incluindo a histórica apresentação durante a Cúpula de Versalhes —, passou um mês em cartaz no Olympia com Bernard Lavilliers e integrou o grupo brasileiro Boto e Novos Tempos, antes de criar sua própria formação.
Entre a França e o Brasil Após uma longa temporada no Brasil e o nascimento de seu primeiro filho, Manu desenvolveu uma identidade musical própria através de composições originais realizadas em parceria com Francis Lockwood, Daniel Goyone e Rosinha de Valença. Dessa fase nasceu Agora (EMI, 1991), seu primeiro álbum de inspiração brasileira, gravado com Francis Lockwood, Daniel Goyone, Rosinha de Valença, Tatau Caetano e o renomado percussionista Robertinho Silva.
As inúmeras viagens ao Brasil proporcionaram encontros marcantes e amizades duradouras com grandes nomes da música brasileira, como Hermeto Pascoal, Robertinho Silva, Raul de Souza e muitos outros.
Em 1988, Manu conheceu o baterista paulista Tatau Caetano, parceiro de artistas como Maria Creuza, Johnny Alf e Dick Farney, que se tornaria seu companheiro de vida e de música durante muitos anos.
Dessa parceria nasceu o Manu Le Prince Quartet, com Francis Lockwood ao piano e Carlos Werneck no baixo. O grupo gravou o aclamado álbum Madrugada, lançado em 2003 (Next Music), relançado em 2006 (Nocturne) e novamente em 2008 (Plaza Mayor).
Profundamente inspirada pela música brasileira, sem jamais abandonar o jazz que a formou, Manu apresenta-se regularmente na França, no Brasil e em diversos países.
Outras atividades musicais
Durante os anos 1990, Manu realizou diversas turnês pela França com a companhia de carnaval brasileiro Mister Bouff.
Em 1998, criou o projeto Brésil sur Seine, organizando durante todo o ano uma série de concertos de música brasileira a bordo do barco Six-Huit, no Quartier Latin, em Paris, reunindo importantes músicos franceses e brasileiros.
Nesse mesmo ano, foi convidada pela RATP para representar o Brasil durante as comemorações da Copa do Mundo FIFA de 1998, realizando quatro grandes concertos na Place de la Concorde.
Desde 2004, ministra regularmente masterclasses, especialmente na Bill Evans Piano Academy, em Paris.
Entre 2004 e 2007 foi artista residente do Arbuci Jazz Club, em Saint-Germain-des-Prés, onde também assumiu a programação artística da casa.
Manu é frequentemente convidada para apresentações privadas de prestígio, como a comemoração do aniversário do escritor Paulo Coelho e as cerimônias da Noite dos Molières.
Discografia Agora (1991) – EMI Seu primeiro álbum autoral reúne composições originais gravadas ao lado dos pianistas Francis Lockwood e Daniel Goyone, com participações de Rosinha de Valença, Tatau Caetano e Robertinho Silva.
Madrugada (2003 / 2005 / 2010)
Tributo a Cole Porter (2008) ![]() O álbum reúne Alain Jean-Marie, Gilles Naturel e John Betsch, além de convidados especiais como Stéphane Belmondo, Didier Lockwood e Rhoda Scott.
Recebeu excelentes críticas da imprensa especializada e foi calorosamente recomendado pelo jornalista, pianista e produtor de rádio Claude Carrière. Bossa Jazz For Ever (2013) Após muitos anos realizando turnês frequentes no Brasil com músicos como Arismar do Espírito Santo,
![]() Na sequência, apresentou-se em importantes teatros e festivais brasileiros, entre eles os SESCs, o Carnaval na Contramão (SESC Pinheiros), o Penedo Winter Jazz Festival (de 2014 a 2019), o Rio Jazz & Blues Festival, a programação cultural dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016) e o Ibitipoca Jazz Festival (2019). In a Latin Mood (2017) Sempre respeitando o tempo necessário de maturação entre seus projetos,
![]() O repertório reúne composições de Baptiste Trotignon, Grégory Privat, Giovanni Mirabassi, Lalo Zanelli, de seu filho Julian Le Prince-Caetano, do acordeonista Marc Berthoumieux e do grande pianista Kenny Barron. O lançamento foi acompanhado por apresentações ao vivo na TSF Jazz, showcases no New Morning durante o Festival Jazz sur Seine, na Jazz Radio em Lyon, no Blue Note Rio e novamente no New Morning, em Paris. Children of the Night – Tributo a Wayne Shorter (2022) ![]() O disco foi unanimemente elogiado pela crítica especializada, recebendo o prêmio Choc da revista Jazz Magazine, além das seleções da FIP e do jornal Le Monde.
O concerto de lançamento aconteceu em 21 de setembro de 2022, no New Morning, em Paris, seguido pelo lançamento brasileiro no Blue Note Rio, em 2 de março de 2024.
Projetos recentes 2024 – Relançamento de Bossa Jazz For Ever pelo selo Frémeaux, acompanhado de apresentações nos Blue Notes do Rio de Janeiro e de São Paulo.
2026 – Lançamento do novo álbum Terra Canta, pelo selo Frémeaux, em agosto de 2026. Turnê de lançamento
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